domingo, 15 de agosto de 2010

Receita para interpretar o corpo dentro da alma



Para enxergar o infinito oceano
Há que se fechar os olhos
Sentir as ondas que nascem
E que se quebram antes de acalmar

Há que respeitar a eterna transformação
Transmutação
De curvas em estradas
De paisagens em passagens
De formas concretas em miragem

De esposas em namoradas
De amantes em amadas
De musas descabeladas

Há que se passar por vaidades
Por mentiras por verdades
Por inúmeras tempestades
Por muitas vidas e vontades

Antes de interpretar o olhar...